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Compradores Compulsivos

Estar na moda é cada vez mais uma forma de afirmação social. Para ser fashion é preciso comprar o que está na berra e muitas vezes gastar um pouco mais além da conta.

Por Andreia Vicente

CLICK IN Nº 14 de Setembro 2005

Consultoria Técnica INSIGHT-Psicologia
 
 

Quando comprar passa de uma vontade apetitosa a uma obsessão incontrolável. Quando se adquire, para que serve e quanto se gasta deixa de interessar, pois o importante mesmo é o acto da compra. talvez seja melhor parar e analisar se não estará a tornar-se um comprador compulsivo.
Não pode ser considerada uma doença mas sim um comportamento de aquisição compulsiva que visa evitar um mal-estar interno. O acto da compra é um sintoma de uma perturbação mais profunda do foro emocional, tal como uma dor de cabeça pode ser um sintoma de outra doença. Este tipo de comportamento surge especialmente em pessoas mais imaturas e com dificuldades em tolerar uma frustração. Normalmente tendem a adquirir produtos de que gostam muito mas também bens com os quais pouco se identificam. A compulsão é mais no acto de compra e não tanto no conteúdo comprado. A pessoa perde a noção e deixa de ter possibilidade de avaliar a situação em que se encontra de uma forma realista. Sempre que sente necessidade, como forma de compensação ou para evitar um mal-estar, compra compulsivamente. O tratamento passa por descobrir e tratar as razões que originam estes impulsos.

 

Sintomas mais comuns

 

* Ter comportamentos de aquisição de bens ou serviços de forma persistente no tempo;

* Vontade intrusiva, constante e insaciável de fazer compras, mesmo sem necessidade;

* Gastar somas avultadas de dinheiro em compras;

* A não satisfação do impulso de comprar gera no indivíduo angústia significativa;

* A pessoa não tem consciência do carácter impulsivo e compulsivo das suas compras;

* Fraca tolerância à frustração.

 

Tratamentos
 

È imprescindível descobrir a causa que origina e leva a esse comportamento. Nesse sentido, a psicologia oferece várias abordagens terapêuticas.

 

Testemunho

Sara: 45 anos

 

Desde que tem dinheiro próprio que comprar se tornou uma actividade rotineira e quase quotidiana. Com a idade acha que está melhor, "actualmente não compro todos os dias", confessa, não por não ter vontade mas por estar mais consciente. "Com esforço consigo passar uma semana, não mais, sem comprar coisas para mim." Na realidade, a grande perdição são objectos pessoais, como sapatos, malas, roupas e acessórios. "Tenho cerca de 150 pares de sapatos arrumados dentro de caixas e saquinhos e mais de 30 malas", admite, revelando que tem pares de botas que ainda nem usou e provavelmente não vai usar. "Na altura comprei mas depois." Muitas vezes, "acontece-me comprar repetido, porque não me lembro do que já comprei". É considerada a melhor compradora da Zara no shopping da zona onde mora. Mas há uns tempos decidiu acabar com os cartões visa e cheques pré-datados: "Se a Zara tivesse cartão de cliente, onde se pudesse pagar daqui a um, dois meses, ontem, tinha comprado toda a colecção Outono/Inverno", revela. Mas admite que há peças que vai, sem dúvida, comprar: "Muitas vezes controlo-me na loja, mas como não me sai da cabeça, chego a casa ou ao escritório e telefono a mandar guardar". Nas peças, nem sempre é a qualidade que interessa: " Prefiro comprar mais barato e ter uma peça de cada cor do que ter apenas uma que seja cara."

Sara não se considera uma compradora obsessivo-compulsiva mas apenas uma pessoa muito exagerada e não nega que, para si, comprar é uma forma de compensação.

 
 
 
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