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Hábitos. Fofocar é bom

Falar dos outros dá saúde

Não resiste a falar da vizinha ao lado ou do namorado da prima? Agora pode fazê-lo à vontade. Duas jornalistas italianas dizem que a fofoca acalma o stresse.

Por VANDA MARQUES

SÁBADO Nº 69 de 26 Agosto 2005

 

É relaxante e rejuvenescedora, transversal a idades e classes sociais. A fofoca é uma prática antiga e há muito que os psicólogos, antropólogos e biólogos defendem a sua importância - serve para clarificar as regras sociais. Agora, duas jornalistas, Elena Mora e Luísa Ciuni, lançaram um livro Gossipterapia, onde defendem que o velho hábito - tão mal visto - faz bem à saúde. Apoiadas em vários estudos, as italianas dizem que falar da vida alheia é uma maneira saudável de descarregar a ansiedade social e profissional. Mais: a prática, tão mal vista, ajuda a combater a solidão e a monotonia. Cinco horas por dia, a média por dia que as mulheres gastam a tagarelar, como apontam vários estudos italianos, tinham de ter alguma vantagem.
Uma fofoca leve, que renda um sorriso e relaxe o rosto é melhor que botox. "É um importante instrumento de integração social. Consolida a participação num determinado grupo, alivia as tensões e o stresse acumulado, e permite descarregar a agressividade", afirmou Luísa Ciuni à BBC.

 

O psicólogo Vasco Soares reconhece alguns benefícios à bisbilhotice, mas fala de outra característica muito peculiar: funciona como mecanismo de projecção. "Os defeitos que criticamos nos outros são, muitas vezes, os nossos. Ao criticá-los parece que estamos a eliminar em nós o que apontamos como negativo nos outros", disse à SÁBADO. Já quando a ser uma terapia, o psicólogo tem dúvidas: "Quando se fala de uma coisa boa vive-se um momento de felicidade, mas é algo muito passageiro".

 

Bisbilhotar é uma actividade irresistível porque ajuda a compreender as regras sociais. Quando se entra numa empresa nova, por exemplo, os comentários dos colegas podem dar uma ajuda fundamental na integração. Quer exemplos? Se falam mal de alguém que costuma sair cedo é porque o hábito é mal visto na casa. "É uma interacção muito complexa e multifuncional, importante para policiar os comportamentos num grupo e definir as regras", defende David Sloan Wilson, professor de Biologia e Antropologia da State University de Nova Iorque ao The New York Times. Os estudos do antropólogo e biólogo nas ilhas do Pacífico na América do Norte e no México mostram que a prática sempre existiu e que os homens são tão bisbilhoteiros como as mulheres. Investigadores norte-americanos apontam outra vantagem à arte de falar da vida dos outros: serve para apurar a verdade (atenção os comentários das amigas sobre o à-vontade do seu namorado).

 

Muitos momentos de bisbilhotice são proporcionados pelas revistas cor-de-rosa, apesar de o estudo de Wilson indicar que apenas 4% das fofocas dizem respeito a gente famosa. Mas quem não conhece os amores e desamores de Brad Pitt ou da portuguesa Catarina Furtado? O sucesso destes produtos está ligado à nossa atracção pela vida dos outros. A Directora da flash, Maria Júlia Santos, explica porquê: "é algo que descontrai. Faz com que as pessoas esqueçam os problemas por momentos e possam distrair-se com o sonho".

 

O corpo agradece

 
O livro das italianas inúmera as vantagens da fofoca. Conheça as mais importantes.
  • Alivia o stresse e a tensão;
  • Relaxa;
  • Faz rir, logo é bom para combater as rugas;
  • Transmite as regras sociais, sobretudo em novos ambientes;
  • Reforça as relações de grupo;
  • Permite apurar algumas verdades;
  • Transmite algum optimismo nem que seja por via do sonho.
 
 
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